Ponto de Equilíbrio: Amar a Moda e o Meio Ambiente

Já falamos por aqui sobre o conflito entre consumir moda e ser ambientalmente sustentável e como a geração millennial é a que mais se preocupa com o planeta ao comprar uma peça de roupa nova.

Porém, não são apenas os nascidos a partir dos anos 2000 que se esforçam para preservar recursos naturais. Eva Kruse, presidente do Copenhagem Fashion Summit, o maior fórum sobre moda sustentável no mundo, escreveu um artigo para o Google Arts & Culture, mostrando que não é preciso escolher: dá para amar moda e meio ambiente ao mesmo tempo.

 

Seja Parte da Demanda

Já é hora de desmistificar que moda sustentável custa mais caro. Marcas que atuam com diferentes price points tem abraçado moda sustentável e oferecido opções para as pessoas que se importam com a origem e matéria-prima de suas roupas. Pesquise em suas marcas favoritas e faça perguntas nas lojas. Se nós, enquanto consumidores, mudarmos o nosso comportamento e começarmos a demandar transparência, as empresas terão que seguir a demanda. Nós temos o poder de criar mudanças.

Não são apenas as marcas que usam o #EcoFriendly como um diferencial que são sustentáveis. A brasileira Shoulder aproveitou a deixa do #FashionRevolutionDay e mostrou em seu Instagram Stories sua linha de produção. A marca nunca levantou a bandeira do ambientalismo em suas campanhas, mas provou em seu behind the scenes que cria roupas de forma artesanal, valorizando pessoas e processos manuais.

 

Importe-se Com Suas Roupas e Com o Meio Ambiente

Quanto melhor você tratar suas roupas, mais tempo durarão e terão boa aparência. Em geral, nós lavamos as roupas muito mais do que o necessário. Este é um comportamento mundial, mas intensifica-se no Brasil (talvez porque nossa classe média alta não é responsável pela limpeza das próprias roupas, enquanto nos EUA e Europa as pessoas raramente tem empregada doméstica).

Lavanderia desperdiça água e energia, desgasta o tecido, desbota cores e libera micropartículas plásticas em nossos oceanos. É impossível deixar de lavar as roupas completamente, é claro, mas dá para ser mais consciente.

Abaixe a temperatura em cada lavagem. A maior parte dos detergentes contém enzimas suficientes para limpar em água fria. Diminua a quantidade de lavagens a seco: a maior parte das malhas perde odores se penduradas ao ar livre, ou no banheiro com o vapor do chuveiro. Manchas podem ser removidas com um pano úmido. Você também pode usar menos sua secadora e deixar suas roupas secarem ao ar livre (economizando energia).

 

Recicle, Reuse – Repense

Se você “superou” uma peça de roupa, considere doa-la, revende-la para um brechó ou trocar por peças novas, em sistemas que alguns varejistas já adotaram. Nunca jogue roupas fora. Quase todos os tecidos podem ser reciclados ou reutilizados como matéria-prima. Finalmente, considere e repense suas compras, compre peças de qualidade que durarão mais tempo, ou revenda suas peças no Enjoei. O objetivo é parar de lotar aterros sanitários com roupas, produzir menos fibras virgens e virar um fashionista mais conscientes.

 

Entre Para o Movimento

Através da Global Fashion Agenda, marcas e pessoas são convidadas a dar um #RestartFashion. Eva Kruse encoraja todos a conectar com quem compartilha seus valores.

Nós podemos mudar a moda e ajudar o planeta se nos unirmos. Cada voz é importante e você se surpreenderá ao descobrir que suas escolhas realmente influenciam seus amigos e família. Existem ótimas iniciativas nesta causa e a internet facilita a colaboração com estas ideias. Comece seguindo o @copenhagenfashionsummit, a página compartilha seus projetos e dá destaque a marcas que estão mostrando o caminho para um futuro mais sustentável.

Se nós pudermos mudar a moda, podemos mudar tudo.

Confira: 27 Marcas de Moda Sustentável